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19/05/2017 ás 11:33 por Tenente Portela
Taurino terá seus bens leiloados pela justiça e caminha para fim vergonhoso
Empresa enfrenta diversos processos na justiça
Todo o patrimônio da empresa irá a leilão (Fotos: Processo/Reprodução)
 
Em uma ação trabalhista movida por uma ex-funcionária da Empresa Taurino Laticínios, a justiça determinou o leilão dos bens da empresa. A despacho do Juiz do Trabalho Tiago do Santos Pinto da Mota é do dia 04 de maio desse ano e determina a venda judicial dos bens penhorados na ação para pagamento da ação. A determinação é que os bens em questão sejam leiloados nos próximos 60 dias.

Segundo processo número 0020833-64.2016.5.04.0641, movida por uma ex-funcionária da empresa, que é representada na ação pelo advogado Victor Bresolin, a reclamante, em estado gravídico, deixou de receber os salários decorrentes dos meses de março, abril, maio e junho de 2016, bem como o auxílio maternidade decorrente do nascimento de seu filho em 11/06/2016.

Em um primeiro momento houve um acerto entre a empresa e a trabalhadora, na qual a empresa se comprometia ao pagamento de R$ 6 mil reais, os quais não foram pagos, o que levou a justiça a determinar a penhora de todos os bens da Taurino Latícinios.

A Taurino Laticínios se instalou em Tenente Portela em  2014 em meio a um estardalhaço publicitário da administração municipal, então comandada pelo prefeito Élido Balestrin. Em uma reportagem realizada pelo Jornal Província em 2015, na qual se fazia um levantamento da geração de emprego no município, o secretário municipal de Indústria e Comércio da época, Paulo Sérgio Moraes, fez questão de levar o nossa reportagem até a sede da empresa onde falou da importância do empreendimento para o município  e comentou os benefícios que a administração concedeu para viabilizar a instalação da Taurino no município.

Em junho de 2016 em meio a Operação Leite Compensado, do Ministério Público Estadual, que combatia fraudes no leite em todo o estado, a empresa foi interditada e o proprietário, Sérgio Marques Lima, preso na operação. A situação foi tão critica que o Ministério Público divulgou em entrevista ao Sistema Província de Comunicação que ele mantinha consigo inclusive duas identidades completas. Depois disso o futuro da empresa passou a ser incerto.

A Taurino então que parou de operar passou a dispensar os seus colaboradores. A rescisão passou a ser feita, mas os valores que seriam de direitos dos funcionários não foram pagos o que por consequência gerou diversas ações trabalhistas na justiça.

A situação da empresa é tão complicada, que no dia 10 de novembro de 2016 o advogado que representava a empresa nessa ação, pediu a retirada de seu patrocínio do processo, o que foi concedido pela justiça. A justificativa do advogado Leandro Luis Neuhaus era que ele não estava recebendo pelos trabalhos prestados, tendo um passivo para receber de quase R$ 29 mil reais.

A empresa ainda tentou convencer a justiça que não era a dona dos equipamentos e patrimônios que estavam na sede, pois esse era  tudo alugado, e até juntou ao processo um contrato de locação onde Claudemir de Souza, que havia assumido como sócio da empresa, teria alugado todo o patrimônio de Durciene Pereira de Souza, que era junto com Sérgio Marques de Lima a sócia proprietária da empresa, até o dia 09 de junho de 2016, poucos dias após a operação Leite Compensada, quando a empresa foi vendida, segundo contrato presente no processo, para o próprio Claudemir de Souza.

Após pedido dos advogados da autora da ação, a justiça determinou a inclusão da ex-sócia Durciene Pereira de Souza no polo passivo para assim garantir os bens e direitos da autora desse processo e dos demais autores de processos que já estavam sob posse da justiça em fase de execução e de outros que estavam em fase de conhecimento.  No mesmo despacho a justiça determinou que fosse lacrada a sede da empresa e que fosse feito um arresto de todos os bens que estavam na sede. O ingresso de qualquer pessoa na empresa somente se daria mediante prévia autorização judicial.

Com novo advogado constituído, Rosemar Sala, a empresa indicou como bem de penhora uma Máquina de embalar queijo, marca Teemaq, indicada no valor de R$ 13 mil reais, o que não foi aceito pela defesa por julgar que o bem não cobria o valor da ação uma vez que na avaliação da defesa ele seria cotado a R$ 5 mil reais quando novo.

No dia 01 de março a justiça deu 48 horas para que a empresa pagasse R$ R$ 8.136,04 para a autora da ação, o que novamente não foi cumprido pela empresa, chegando então a decisão cabal de que todos os bens da empresa devam ir a leilão num prazo de 60 dias.

Nos bastidores a informação é que a empresa ainda mantém a esperança de que um comprador surja e compre a empresa e junto com ela todas as dividas, o que livraria a Taurino do leilão, no entanto, enquanto isso não acontece, aquela que foi a poucos anos motivo de orgulho e discursos inflamados por alguns políticos portelenses, caminha a passos largos para um fim vergonhoso, principalmente para aqueles que apostaram suas fichas na empresa aventureira em detrimento das empresas locais que clamavam por investimentos.

 

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