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11/08/2017 ás 11:59 por Região
Presos em delegacias preocuparam Polícia Civil da região
Na Região Celeiro, duas delegacias precisaram abrigar presos devido à falta de vagas no presídio local
Integrantes da UGEIRM concederam entrevista coletiva em Três Passos (Foto: Carina de Oliveira/Jornal Atualidades)
 

Aconteceu na manhã desta sexta-feira, 11, na Delegacia Regional de Polícia Civil, com sede em Três Passos, uma coletiva de imprensa com membros do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Policia do Rio Grande do Sul (UGEIRM).

Na oportunidade, o secretário geral do sindicato, Edgar Guilherme da Costa Filho, e o diretor de assuntos intersindicais, Pablo Mesquita, expuseram assuntos que têm preocupado a categoria.

A segurança pública do estado está sendo uma preocupação constante para as diversas áreas de profissionais que nela atuam, sejam policiais civis, brigadianos, agentes penitenciários ou juízes. Porém, nos últimos anos, recebemos cada vez mais informações a respeito de falta de vagas no sistema penitenciário, aumento da criminalidade e diminuição do efetivo policial. Esse cenário acaba se tornando perigoso tanto para a comunidade quanto para os profissionais ligados a segurança pública. 

Nos últimos dias, na Região Celeiro, duas delegacias precisaram abrigar presos devido à falta de vagas no presídio local. Em Três Passos, um homem ficou preso durante 24 horas na Delegacia Civil até que lhe fosse encontrada uma vaga.

Em Santo Augusto, a situação se repetiu, só que este aguardou por 8 horas.

De acordo com Pablo Mesquita, diretor de assuntos intersindicais da UGEIRM, a vinda de representantes do sindicato à Três Passos ocorreu visando debater com a categoria alternativas para evitar que esta conjuntura se repita e acabe por se tornar uma constante em nossa região, como tem sido em centros maiores. Segundo Mesquita, essa conversa entre as categorias se faz necessária, pois o governo estadual não possui um plano de políticas de segurança pública e as medidas paliativas que estão sendo tomadas não resolvem em nada a crise no setor.

“Viemos brigando muito pela segurança pública do Estado. A falta de segurança pública nestes últimos anos vem ampliando a criminalidade, a violência. Três Passos neste caminho também é vítima... Na região metropolitana presos estão chegando a ficar 30 a 40 dias presos nas celas das delegacias, alguns em viaturas fora das dependências, esperando atendimento sem qualquer condição de higiene ou segurança tanto dos presos quanto dos policiais e cidadão que circulam pelas delegacias. Nos surpreende que Três Passos também esteja vivendo uma realidade parecida, que pode originar o mesmo problema dos grandes centros, só que aqui são menos policiais e esses policiais estão mais desprotegidos. A falta de políticas de segurança pública e a falta de investimento no setor carcerário do estado têm causado esses problemas.” – Pablo Mesquita

As delegacias de pronto atendimento têm servido como carceragem para os presos na região metropolitana. Quando não é encontrada uma vaga em presídio, o governo estadual adotou o encarceramento em ônibus antigos, viaturas e até mesmo contêineres, o que é uma solução a curto prazo e que coloca a população e os policiais, que não possuem condições técnicas e materiais, sob uma responsabilidade que não os pertence e em perigo.

Atualmente, conforme informações repassadas pela Polícia Civil Regional, o Presídio Estadual de Três Passos – que foi interditado após a rebelião de fevereiro – possui estrutura física adequada para receber 90 pessoas no regime fechado, mas sua capacidade máxima está em 175 presos.

Outra preocupação da UGEIRM é que ao encaminhar presos das regiões menores, como Três Passos, para sistemas prisionais de grandes centros, eles acabem se misturando com facções de criminosas de alta periculosidade. “Os presídios de grandes centros acabam servindo como uma empresa para o crime, pois as facções oferecem proteção, recrutam e trocam informações com os presos do interior”, comenta Mesquita. Isso acaba elevando o ‘nível de criminalidade’ quando retornam para as suas regiões, ou eles até mesmo repassam informações para criminosos que não estão encarcerados. Um exemplo disso é a mudança na forma como estão ocorrendo os crimes na Região Celeiro: grandes assaltos a Bancos, invasão de casas, roubos à luz do dia nos centros das cidades.

Guilherme e Mesquita salientaram ainda que não há solução visível no momento se não criar mais vagas no sistema carcerário e discutir e implementar alternativas sérias, que busquem além de soluções paliativas. Outro ponto destacado foi a falta de efetivo policial. A polícia trabalha com um déficit de cerca de 60% de pessoal. Além disso, ocorre há 20 meses o parcelamento do salário dos servidores e o estado está retirando direitos e incentivos como a aposentadoria especial.

Outra preocupação da UGEIRM é que ao encaminhar presos das regiões menores, como Três Passos, para sistemas prisionais de grandes centros, eles acabem se misturando com facções de criminosas de alta periculosidade. “Os presídios de grandes centros acabam servindo como uma empresa para o crime, pois as facções oferecem proteção, recrutam e trocam informações com os presos do interior”, comenta Mesquita. Isso acaba elevando o ‘nível de criminalidade’ quando retornam para as suas regiões, ou eles até mesmo repassam informações para criminosos que não estão encarcerados. Um exemplo disso é a mudança na forma como estão ocorrendo os crimes na Região Celeiro: grandes assaltos a Bancos, invasão de casas, roubos à luz do dia nos centros das cidades.

Guilherme e Mesquita salientaram ainda que não há solução visível no momento se não criar mais vagas no sistema carcerário e discutir e implementar alternativas sérias, que busquem além de soluções paliativas. Outro ponto destacado foi a falta de efetivo policial. A polícia trabalha com um déficit de cerca de 60% de pessoal. Além disso, ocorre há 20 meses o parcelamento do salário dos servidores e o estado está retirando direitos e incentivos como a aposentadoria especial.


Fonte: Carina de Oliveira/Jornal Atualidades



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