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13/04/2018 ás 15:50 por Tenente Portela
Repasses das prefeituras para HSA geram polêmica na região
 
Em entrevista concedida ao Programa Tribuna Popular da Rádio Província do último sábado, 7 de abril, a presidente do Hospital Santo Antônio, Mirna Braucks, falou a respeito dos 11 anos de sua gestão a frente da instituição, bem como comentou outros assuntos referentes a casa de saúde.
Entre os temas abordados por Mirna Braucks, está a questão da dívida da casa de saúde que chega a R$ 18 milhões de reais. Ela ainda citou que diversas prefeituras que fazem uso dos serviços oferecidos pelo HSA não fazem repasse à casa de saúde e que isso prejudica o trabalho administrativo da instituição.
O assunto reverberou mais uma vez na região. Na própria publicação feita pela produção do programa no facebook, onde conta um resumo da entrevista, diversas pessoas comentaram sobre e entre os elogios e criticas diversos comentários chamaram a atenção.
Nossa reportagem, repetindo o que já fez em outra oportunidade, foi atrás de saber como está a relação da direção do Hospital Santo Antônio com as prefeituras da região e constatou que apesar de todas reconhecerem o bom trabalho e a necessidade da casa de saúde a relação fica mais amarga quando o assunto é dinheiro.
Um prefeito que não quis se identificar, para não se tornar agente de uma polêmica envolvendo o HSA, disse que a direção da entidade não tem critérios para fazer a cobrança de recursos das administrações. Municípios com população maior, com número maior de atendimentos, pagam valores menores do que aqueles que usam menos. O prefeito de Derrubadas, Alair Cemin, já tinha externado essa posição publicamente quando comparou o valor que o município de Miraguaí estaria pagando e o valor que a direção exigia de Derrubadas.
Outro prefeito, com o qual conversamos, nos disse que o seu município gostaria de pagar o que a direção da instituição deseja, ou até mais, mas que as condições do município não comportam tal aumento e a presidente da instituição Mirna Braucks, é irredutível em aceitar o que os cofres municipais conseguem pagar. Os prefeitos informam que ela exige o valor que foi estipulado unilateralmente pela direção da entidade sem consulta as administrações municipais e sem saber se esses possuem possibilidade de cumprir com o que é pedido pela instituição ou não.
Mirna Braucks sempre justifica que se não fosse pelo Hospital Santo Antônio as administrações municipais estariam gastando muito mais do que o valor que é cobrado pela direção, uma vez que seriam necessários muitas transferências e viagens para hospitais de outras regiões do estado como Ijuí, Passo Fundo, Palmeira das Missões entre outros. Ela sempre cita o grande número de especialidades que são cobertos pela instituição portelense, além da grande cobertura que o HSA oferece em consultas eletivas e rotineiras. Ela cita inclusive que muitos municípios usam os serviços do HSA com casos que deveriam ser tratados dentro do posto de saúde local. Ela garante que nenhum paciente que chegue ao Hospital Santo Antônio e que necessite de atendimento de urgência ou emergência deixa de ser atendido.
Na contrapartida disso os prefeitos com quem conversamos disseram que o Hospital Santo Antônio é um hospital orçamentado e que por isso assumiu um compromisso com o atendimento ao público através do Sistema Único de Saúde. Eles reconhecem que isso não exime as suas administrações de apoiar a instituição, mas entendem que esse repasse é facultativo e que por isso a direção do HSA poderia sentar-se com as administrações municipais para discutir o assunto e chegar ao denominador comum.
O assunto ganhou destaque nas redes sociais. Existem aqueles que defendem que as administrações deveriam se dobrar as exigências da direção do hospital já que com saúde não se brinca e outros que comentam dizendo que a direção deveria buscar o melhor diálogo com essas administrações.
Outras queixas que pudemos observar através das redes sociais, as quais não citamos aqui por respeito ao direito privado de cada usuário da rede social, mas que serão facilmente encontrados nos comentários inclusive de informações da página da Província no facebook, é quanto a qualidade do atendimento oferecido pela instituição.
As pessoas dizem que a qualidade do atendimento não acompanhou o crescimento do hospital. Há relatos de atendimento ríspido por parte de funcionários, além de comportamento dos atendentes que acabam por oferecer um atendimento não humanizado. A demora observada às vezes em alguns atendimentos também estão entre as queixas dos comentaristas no facebook.
Nossa reportagem procurou a direção do Hospital Santo Antônio e pediu um relatório com todos os municípios que fazem uso da instituição, que tipo de serviço cada município utiliza, quantas consultas oriundas desses municípios são feitas no HSA e qual o valor que cada um desses municípios repassa para a instituição. Até o fechamento dessa edição não havíamos recebido os dados.


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